segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Hérnia de disco

      Hérnia discal é a herniação do núcleo pulposo através do anel fibroso, constituindo-se como uma das principais causas de dor lombar (CECIL, 1992). Quando há uma herniação medial, envolve a medula espinhal diretamente, pode haver pouca ou nenhuma dor, ou dor na distribuição radicular bilateral. Sendo que, em muitas vezes, as dores são sentidas em local distantes da herniação do disco (CECIL, 1992).

          A hérnia de disco surge como resultado de diversos pequenos traumas na coluna que vão, com o passar do tempo, lesando as estruturas do disco intervertebral, ou pode acontecer como conseqüência de um trauma severo sobre a coluna. A hérnia de disco surge quando o núcleo do disco intervertebral migra de seu local, no centro do disco para a periferia, em direção ao canal medular ou nos espaços por onde saem as raízes nervosas, levando à compressão das raízes nervosas.
            Um disco é uma estrutura colocada entre duas vértebras. O disco possui uma área central gelatinosa (núcleo pulposo) circundada por um anel, que mantém esse núcleo no seu interior. O núcleo gelatinoso funciona como um amortecedor. Devido a fatores como seu envelhecimento (degeneração), o anel às vezes se rompe e permite a saída de parte do núcleo. Esse material gelatinoso comprime a raiz nervosa e provoca os sintomas de uma hérnia (de disco).

          Existem, normalmente, 31 pares de raízes nervosas que saem da coluna e se distribuem para todo o corpo. O maior nervo do corpo humano (nervo ciático) é formado por cinco dessas raízes. Quando uma delas é comprimida pela hérnia, ocorre dor e outros sintomas. 
A maioria das hérnias ocorre na região lombar (perto da cintura), mas também existem hérnias da região torácica e cervical (pescoço).


         O vídeo abaixo ilustra bem o que a hérnia de disco pode causar, se você sente dores nas costas procure seu médico.  Se o diagnóstico for hérnia discal venha fazer fisioterapia na Corpo em Forma, temos o tratamento certo para você.


Amor pela Fisioterapia!!!!

sábado, 19 de novembro de 2011

Hiperidrose (Distonia)

A hiperidrose é uma condição caracterizada pela tranpiração anormalmente aumentada, além do exigido para a regulação da temperatura corporal.
A hiperidrose pode ter consequências fisiológicas, tais como mãos frias e úmidas, desidratação e de infecções de pele secundárias até a maceração da pele. A doença pode também ter efeitos emocionais devastadores sobre a vida do indivíduo.
As pessoas afetadas estão constantemente conscientes da sua condição e tentam modificar seu estilo de vida para se acomodar a esse problema. Isso pode ser incapacitante na vida profissional, acadêmica e social do indivíduo, causando constrangimentos. Muitas tarefas rotineiras tornam-se tarefas impossíveis, o que pode esgotar psicologicamente as pessoas portadoras do distúrbio.
A transpiração excessiva das mãos interfere com muitas atividades de rotina,como pegar objetos de forma segura. Algumas pessoas que sofrem de hiperidrose evitam situações em que elas entrarão em contato físico com outras pessoas, como cumprimentar uma pessoa com um aperto de mão, e escondendo embaraçosas manchas de suor nas axilas, o que pode limitar os movimentos da pessoa. Em casos graves, as camisas devem ser trocadas várias vezes durante o dia. Além disso, a ansiedade causada pela auto-consciência da transpiração pode agravar o quadro. A transpiração excessiva dos pés torna mais difícil para os pacientes andar descalços ou de calçado aberto, visto que os pés deslizam em torno do sapato por causa do suor.
A hiperidrose pode ser generalizada ou localizada a partes específicas do corpo. Mãos, pés, axials e virilha estão entre as regiões mais ativas da transpiração, devido à concentração relativamente elevada de glâdulas sudoríparas, no entanto, qualquer parte do corpo pode ser afetada.
Estima-se que a hiperidrose primária atinja 2,8% da população mundial. A doença acomete igualmente homens e mulheres e ocorre mais comumente em pessoas entre 25-64 anos. Alguns podem ser afetados desde a infância. Cerca de 30-50% dos pacientes têm outro membro da família com a mesma condição, o que implica uma predisposição genética.

Tratamentos:

Medicamentos:

O cloreto de alumínio é usado em vários antitranspirantes. No entanto, as pessoas que sofrem de hiperidrose precisam de soluções com uma concentração muito maior para tratar eficazmente os sintomas da doença. Estas soluções antitranspirantes são especialmente eficazes para o tratamento da hiperidrose axilar. Normalmente, os resultados levam cerca de 3 a 5 dias para serem notados. O principal efeito secundário é que a substância pode causar irritação da pele. Para os casos graves de hiperidrose palmar e plantar há algum sucesso usando medidas conservadoras como antiperspirantes de cloreto de alumínio.

Injeções de toxina butolínica tipo A, passando pela marca de Botox ou Dysport, são usadas para desativar as glândulas sudoríparas. Os efeitos podem durar de 4 a 9 meses, dependendo do local das injeções. Este procedimento é utilizado para a transpiração nas axilas e foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos.

Cirúrgia: 

A remoção ou destruição da glândula sudorípara é uma das opções cirúrgicas disponíveis para a hiperidrose axilar. Existem vários métodos cirúrgicos para esse procedimento, como a aspiração de glândulas, a lipoaspiração axilar, a ablação por laser, etc. A sucção da glândula sudorípara é uma técnica adaptada de lipoaspiração na qual aproximadamente 30% das glândulas sudoríparas são removidas, com uma redução proporcional no suor.
Outra principal opção cirúrgica é a simpatectomia torácica endoscópica (STE), que faz cortes, queimaduras, ou implanta grampos no gânglio torácico do sistema nervoso simpático, que funciona ao lado da coluna vertebral.

Fisioterapia: 

Um novo tratamento conservador que pode ter muito resultado é a utilização da corrente galvânica, que é uma corrente elétrica unidirecional, contínua, e constante (a intensidade não varia em relação ao tempo). O fluxo dessa corrente se dá do pólo positivo para o negativo, esse é um tratamento novo e pouco conhecido, porém estudos comprovam grande eficácia dessa corrente que "paralisa" as glândulas sudoríparas por um certo período de tempo. Os tratamentos duram por volta de 30 minutos e são geralmente aplicados em dias alternados, apresentando uma taxa de sucesso acima de 85%. Os resultados são temporários e o tratamentos precisa ser repetido constantemente. 


Fibromialgia

A fibromialgia é uma síndrome dolorosa não-inflamatória, caracterizada por dores musculares difusas, fadiga, disturbios de sono, parestesias, edema subjetivo, distúrbios cognitivos e dor em pontos específicos sob pressão (pontos no corpo com sensibilidade aumentada ou tender-points).
Várias pesquisas indicam anormalidades que problemas nas recepção dos neurotransmissores são frequentes em pacientes com fibromialgia, essas alterações podem ser o resultado de estresse prolongado grave. Depressão maior e transtornos de ansiedade, especialmente transtorno de estresse pós traumático são comorbidades comuns. Dentre os vários prováveis responsáveis pela dor constante estão problemas no sistema dopaminérgico, no sistema serotoninérgicos, no hormônio de crescimento, no funcionamento das moitocôndrias e/ou no sistema endôcrino.

Sintomas:
A fibromialgia é um estado de saúde complexo e heterogêneo no qual há um distúrbio no processamento da dor por mais de 3 meses associado a outras características secundárias como:
  • Fadiga
  • Problemas no sono (dificuldade pra dormir, agitação e acordar regularmente)
  • Rigidez matinal
  • Parestesias/Discinecia (Como formigamento ou dormência nos dedos)
  • Problemas de concentração e memória
  • Sensação de edema.
A fibromialgia acomete cerca 2% a 4% da população adulta nos países ocidentais e as mulheres são 5 a 9 vezes mais afetadas do que os homens. A idade predominante do aparecimento dos sintomas oscila entre os 20 e os 50 anos. As crianças (há citações de casos com 2 anos de idade), os jovens e também os indivíduos acima de 50 anos também podem apresentar Fibromialgia. A prevalência de dor crônica difusa na população em geral está entre 11 e 13%.
 
Tratamento:

A dor pode ser tratada pela tentativa de solucionar o problema das mitocondrias. Pode-se fazer uso de medicamentos naturais como Carnitina, Isotonicos e vitaminas que aliviam não apenas os sintomas mas também educa o funcionamento das células fazendo com que as mesmas regularizem a produção de energia e respiração diminuindo ou até findando a dor.
O tratamento da fibromialgia inclui medicamentos e medidas assistência fisioterapêutica. Por ser uma doença idiopática (de causa desconhecida), a ênfase deve ser dada à redução dos sintomas de dor e na melhora da saúde de maneira geral.

Fisioterapia

A prática de atividade física moderada é considerada essencial no tratamento convencional da fibromialgia. Muitos pacientes conseguem manter a qualidade de vida com pouca medicação e prática regular de exercícios moderados. A indicação desses exercícios deve ser personalizada, orientada por um profissional capacitado, pois o excesso pode causar dores e crises que acabam inviabilizando a prática constante. 
A Fisioterapia ameniza as dores, provoca relaxamento usando a eletroterapia (Ondas Curtas, TENS, Ultra Som) o Turbilhão, usado com água morna que tem efeito relaxante como os demais recursos eletroterápicos descritos. Além disso, os alongamentos e massagens terapeuticas são usadas para "soltar" os pontos de tensão.
É fundamental que o profissional que realiza a prática conheça os sintomas específicos relacionados à doença e trabalhe orientado pelo médico de acordo com a situação específica de cada paciente.     

Dores na Coluna

Cerca de 80% das pessoas têm, ou já teve, dor nas costas. Oito em cada dez pessoas sofre ou já sofreu com esse incômodo que é, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a causa mais freqüente de afastamento do trabalho, depois da gripe comum.

As dores na coluna cervical atingem mais as mulheres e a dor lombar é mais comum nos homens. A faixa etária mais atingida está entre 30 e 55 anos, período considerado como o de maior produtividade ao longo da vida.

Manter-se fisicamente em forma é uma das principais recomendações para evitar problemas desse tipo. Qualquer excesso de peso vai ser prejudicial à coluna, especialmente se os músculos do abdômen estiverem fracos. Das cadeias musculares existentes no corpo humano - a estática e a dinâmica - a coluna é o melhor exemplo de conjunto de músculos "estáticos", pois eles estão permanentemente contraídos para nos manter em pé. Dessa forma, os músculos das costas não precisam ser fortalecidos, apenas alongados. Já o abdômen, que pertence à cadeia de músculos dinâmicos, precisa de exercício para ficar fortalecido e dar apoio ao alinhamento da coluna.

Além de manter a forma, cultivar uma rotina regular de atividades físicas, que inclua exercícios de alongamento, é a segunda principal recomendação. O terceiro conselho é manter uma postura correta, com a coluna sempre alinhada, em todos os movimentos cotidianos.

Se você sofre com dores intensas e constantes na coluna procure um Ortopedista e um Fisioterapeuta. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Estrias

A estria é uma atrofia da pele, adquirida devido ao rompimento das fibras elásticas presentes na segunda camada da pele, chamada derme. Estas rupturas formam lesões paralelas, podendo afetar pessoas de ambos os sexos, porém, a freqüência é maior no sexo feminino, sendo uma das principais queixas das mulheres.
Os fatores que podem causar este rompimento são: crescimento rápido na adolescência,
engordar ou emagrecer muito, gravidez sem controle de peso ou alterações hormonais.
O tratamento para as estrias sempre foi muito questionado, com base na teoria de que o tecido elástico não se regenera. No entanto, o conceito de tratamento vem mudando, pois trabalhos mostram resultados significativos com diversos tratamentos, como ácido, dermoabrasão e a corrente galvânica. O uso da corrente galvânica no combate das estrias tem por objetivo provocar um processo inflamatório agudo no tecido acometido pela estria, para que haja uma regeneração do mesmo. O trauma aumenta a atividade metabólica local, que leva a formação de tecido colágeno, preenchendo a área degenerada, com retorno de sensibilidade fina. A inflamação provocada pela corrente não tem nenhum efeito sistêmico e será absorvido em um período de tempo de uma semana. 

Celulite

A origem da lipodistrofia ginóide (celulite) está ligada a múltiplos fatores. Os genéticos e os hormonais são os mais importantes.O estrogênio que é um dos hormônios responsáveis pelas curvas do corpo feminino, dificulta a circulação sanguínea e favorece ao acúmulo de gordura na região do quadril e das pernas (é por causa dele que o problema atinge principalmente as mulheres). Também a falta de exercícios, alimentação desbalanceada, tabagismo e stress agravam o quadro.
Existe no tecido conjuntivo subcutâneo uma substância chamada de substância fundamental que serve de intermediário nas trocas entre o sangue e as células. Quando essa substância fica mais espessa e viscosa, as trocas entre a circulação do sangue e da linfa e as células conjuntivas ficam mais lentas fazendo com que o tecido conjuntivo entre num processo de "asfixia". Com isso os líquidos vão se acumulando cada vez mais, aumentando as substâncias tóxicas; há acúmulo de adipócitos (células de gordura) e de toxinas celulares; há formação de traves fibróticas que ligam a pele diretamente ao tecido subcutâneo os quais repuxam a pele dando aquele aspecto de casca de laranja.
Não existe tratamento milagroso para lipodistrofia ginóide, mas pode-se obter bons resultados com um conjunto de medidas que vai desde a mudança de alguns hábitos de vida ao tratamento médico estético e fisioterapêutico dermato-funcional.
A fisioterapia deramto-funcional, que é a área da fisioterapia especializada nos tratamentos estéticos, tem obtido importantes resultados na melhora do quadro da lipodistrófia ginóide através de várias técnicas e equipamentos que são utilizados de acordo com a necessidade de cada paciente, por exemplo:
- Drenagem Linfática: é uma massagem que auxilia a reabsorção dos líquidos e macromoléculas excedentes, bem como toxinas presentes no meio extracelular;
- Ultra-som - método que utiliza a aplicação de ondas sonoras através de um cabeçote no local acometido para quebrar as gorduras retidas nos adipócitos. Sua ação também promove efeito antiinflamatório (combate as dores) e de aumento da circulação;
- Endemologia - por meio de uma ventosa, a região acometida é massageada. Estimula a circulação e a desintoxicação.
- Entre outros.